
Pavana de Alma Welt)
Posso bem imaginar minha pavana
Aquela, triste, da defunta que serei,
Envolta em pranto, dor e muita gana
De vingança e juras do meu rei,
Sim, Rodo, meu irmão e soberano
E seu fiel Galdério, bom ministro,
A ostentar agora um ar sinistro
Ao convocar o vento nosso, minuano,
Para a batalha final com a potência
Que levou “esta defunta infanta amada”
Aos páramos além de sua demência
Coroada de flores de bromélias,
Na verdade uma pobre desastrada,
A mais branca e tola das Ofélias...
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