Pintura de Guilherme de Faria, 120x90cm, 1972

terça-feira, 8 de março de 2011


Pavana de Alma Welt)

Posso bem imaginar minha pavana
Aquela, triste, da defunta que serei,
Envolta em pranto, dor e muita gana
De vingança e juras do meu rei,

Sim, Rodo, meu irmão e soberano
E seu fiel Galdério, bom ministro,
A ostentar agora um ar sinistro
Ao convocar o vento nosso, minuano,

Para a batalha final com a potência
Que levou “esta defunta infanta amada”
Aos páramos além de sua demência

Coroada de flores de bromélias,
Na verdade uma pobre desastrada,
A mais branca e tola das Ofélias...

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